Este espaço é destinado á aprendermos juntos a Palavra de Deus. Comente, opine, divulgue este espaço que também é seu. Envie seus estudos e comentários que eles serão postados aqui com o maior prazer, desde que não estejam em conflito com a Palavra de Deus e sua obra. Abraços á todos e fiquem na Paz de Yeshua.



09 março, 2014

Líderes por herança e aliança

Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos. (Efésios 1:18).
Pela fé, temos uma herança, que firma o nosso pacto com Deus. O livro de Gênesis relata a resolução de Deus em criar o homem à Sua imagem e semelhança (Genesis 1:26). Então, dentro dos nossos direitos de herança, a primeira coisa que descobrimos é que fomos feitos para parecermos com Deus.

1. A herança de parecermos com Deus
Você foi criado um pouco menor do que Elohim, e foi coroado de glória e de honra (Salmos 8). Então, se você se parece com Deus, você é líder, e ninguém vai roubar seu direito de liderar.
Na tentativa de saber o biotipo de Deus, as pessoas ficavam confundidas, mas, em João 1:12-14, descobrimos que Ele se fez carne, se tornou gente, ou seja, Ele veio mostrar a imagem e semelhança dEle. Não é Ele que se parece conosco; nós é que fomos criados à semelhança dele.
Porém como fomos feitos para parecermos com Deus, e decidimos parecer com nós mesmos, Ele resolveu se parecer conosco, para que, nesse direito de herança, compreendamos a verdade do Reino e comecemos a ter interesse em sermos semelhantes a Ele.
Devemos imitar ao nosso Mestre em tudo. Paulo era imitador de Cristo e por isso podia dizer: Sede meus imitadores, assim como eu sou de Cristo. (I Coríntios 11:1). Imitar Jesus também implica desenvolver uma liderança, ainda que por um momento não se tenha um público, uma carreira, um púlpito.
Desenvolva a sua liderança, mesmo que você esteja passando por um deserto, porque a unção e a liderança restauradora que estão sobre você atrairão multidões, onde quer que você esteja. O Senhor lhe dará graça para ministrar sobre um povo, levar a graça redentora, e esse povo se tornará um conosco na mesma essência, no mesmo propósito e no mesmo chamamento de liderança que o Senhor deu. O homem fez um ato vergonhoso ao não afirmar que se parecia com Deus, mas Deus veio se parecer conosco, para nos reconciliar com Ele.

2. O homem foi criado para dominar
O texto de Gênesis continua dizendo: ... que o homem domine. Domínio é autoridade trabalhada. A primeira palavra que Deus usou para o homem foi sobre o domínio. Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a Terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a Terra. (Gênesis 1:26)
A palavra domínio tem duas associações: Demoscratórias, que significa um povo que está debaixo de um governo. O prefixo demo aqui é o mesmo de democracia, democrático. Você, como líder, tem a unção para ouvir as pessoas e deve ter uma postura de exercer a autoridade.
Cosmoscratórias, que é o governo das causas físicas, das organizações deste mundo. Você tem, em Cristo, o poder de ter uma equipe organizada que trabalha por ordem de comando. Quando Deus disse que derramaria Seu Espírito sobre toda carne, houve uma organização (Joel 2:1): Deus primeiramente organizou um exército. A sua liderança não pode ser desorganizada, pois Deus não dá bênção na desorganização.
Para você ter êxito na sua liderança, organize-se, sabendo que tem autoridade sobre as causas físicas e espirituais. Você tem poder para organizar as coisas. Foi Deus quem mandou você dominar a Terra.
Tenha uma organização com fins específicos. Para você conseguir tomar o território que Deus lhe entregou, organize-se e defina seus alvos. Lembre que as primeiras palavras que o Senhor falou em referência ao homem foi que este era sua imagem e semelhança e deveria exercer domínio.
Para se organizar, você precisa saber: Onde está; O que está fazendo; Por que está fazendo; Como está fazendo; Para quem está fazendo; Que precisa ter domínio e autoridade sobre o que está fazendo.

3. Crescer, frutificar e multiplicar
Um líder nunca fica estático. Sempre está evoluindo. Este é um fator cíclico, tanto no físico quanto no espiritual. Você, agora, não é mais o mesmo de quando começou a ler este estudo, pois houve um acréscimo de conhecimento.
O crescimento está relacionado ao grande número de pessoas que se estão agregando a nós; é a COLHEITA. O líder só terá multiplicação quando lhe for revelado o que é crescimento. Se não for assim, não poderá multiplicar. A ordem é crescer e depois multiplicar. Se não entendermos isso, não passaremos de um grupo de pessoas que, embora seja organizado, não tem a consciência de governo que Deus quer que tenhamos.
A frutificação vai nos mostrar como somos e com que tipo de pessoas estamo-nos relacionando. É o que vai nos mostrar que doutrina está formando nosso caráter. Você conhece o tipo da árvore pelo fruto que ela dá. Algumas árvores são facilmente reconhecidas, outras não. Frutificação é doutrina, caráter e santidade.
Quando nosso ministério cresce, começamos a influenciar nossos liderados, implantando uma doutrina no coração deles. Após o crescimento, temos que plantar imediatamente as sementes da doutrina, para que venha o fruto. E, então, plantaremos a santificação, que está relacionada ao caráter. Seus liderados terão um caráter irrepreensível, seguindo o seu exemplo.
As células estão debaixo de uma administração, que é exercida pelo governo dos 12, que fará com que estejamos seguros, porque é um governo gerado num testemunho de crescimento com doutrina, caráter e, o primordial, a santidade. Isso forjará em você um líder de excelência.
A despeito das crises, você terá consciência das suas responsabilidades; ainda que venham situações e palavras duras, isso só servirá para trazer os ajustes necessários. Em João 6:60-68, vemos como muitos discípulos de Jesus não estavam preparados para ouvir o que Ele dizia.
A Bíblia faz questão de mostrar que há diferença entre alguns discípulos e os 12. Existem discípulos gerenciando células, mas não têm maturidade para ouvir coisas como os 12 têm. Os 12 passam por provas, por crises diferentes das células, mas todos seremos aprovados, porque teremos doutrina e caráter irrepreensível.
A multiplicação. Quer saber o que é exagero divino? Em Gênesis 17:2, Deus fez uma aliança com Abraão dizendo que iria multiplicar a descendência deste exageradamente. Seria algo extraordinário, uma multiplicação como as estrelas dos céus e como a areia do mar.
Por que as estrelas? Porque quanto mais escura fosse a noite para Abraão, mais as estrelas iriam brilhar. E por que a areia do mar? Porque Abraão andava próximo ao mar Mediterrâneo e lembrava-se de que tinha uma promessa: que sua descendência seria numerosa como cada grão de areia, que não se podia contar. Deus deixou uma referência para a noite, e outra para o dia, para que lembrássemos dia e noite que Ele não mente jamais.

O respaldo do nosso direito à herança
Em Gênesis 17:5-6, vemos Deus fazendo uma promessa a Abraão: "E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto; te farei frutificar grandíssimamente, e de ti farei nações, e reis sairão de ti.
Em Gálatas 3, vemos que temos direito à mesma herança que o Senhor deu a Abraão: Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o Evangelho a Abraão, dizendo:
“Todas as nações serão benditas em ti. De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão. (Gálatas 3:8,9).”
Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós porque está escrito: “Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro. Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo... (Gálatas 3:13,14).”
Você tem respaldo mediante o novo nascimento, para adquirir o direito à herança e à aliança. O homem pecou e havia perdido todos os seus direitos de liderar, mas Jesus veio e restaurou tudo isso. Então, líder, você tem direito às promessas agora não só por causa da herança, mas também da aliança feita através do sangue de Jesus, que é eterna.
O que está escrito em Gênesis 17:7 serve para você: De ti sairão os governos, as autoridades, os príncipes, o domínio e a liderança. A promessa feita a Adão por herança, Deus repetiu a Abraão por aliança, e foi extensiva a nós. Isso quer dizer que você tem direito duplo para liderar e dominar até sobre todo o poder do inimigo. Portanto prossiga, faça discípulos de todas as nações. Exerça isso, lembrando que Jesus está conosco todos os dias, até tudo ser consumado.

Avançando para alcançar o prêmio

Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só é que recebe o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. (I Co 9:24)

Uma das maiores armas do diabo contra um líder é fazer com que este veja o tempo passar, sem fazer nada. Algo gratificante é olhar para trás, ver que o tempo passou, mas você não ficou como retardatário e está à frente da expectativa. Isso é uma arma do Senhor para usarmos contra o diabo.
Algumas pessoas estão convencidas de que sabem fazer alguma coisa e agem. Porém alguns estão convencidos, mas não fazem nada. Quanto a estes, há algo errado. Ou de fato não sabem fazer, ou há algumas coisas impedindo-os de agir.
É preciso descobrir a causa de não entrarem em ação. Jesus fazia o que falava e falava o que fazia. Isso deu a Ele autoridade, que é algo que emudece o inimigo pelos nossos atos.
A Bíblia diz que devemos correr não para competir, mas para alcançar o prêmio (I Co 9:24). Temos discípulos que não estão correndo e precisamos desatar sobre eles a unção que os capacitará a fazer o que eles foram chamados a fazer.
Devemos estimular os discípulos a caminharem conosco, a estarem sempre conosco, mas devemos proceder de maneira que eles tenham a consciência profunda de que devem fazer isso sempre com regozijo e não com tristeza, para que não fiquem com dúvidas sobre seu próprio lugar na célula.

Fé: recurso para avançar
Deus nos deu a fé que vence o mundo (I Jo 5:4). O mundo é tudo aquilo que vem como empecilho, bloqueio para que não realizemos as metas que o Senhor põe em nosso coração. Deus nos dá o recurso para suprir todas as necessidades, e um dos recursos mais eficazes é a fé. Um homem de fé só vive pela fé. É através dela que superamos todas as dificuldades.
Algumas pessoas sempre procuram argumentos para reforçar a própria incredulidade. Os que crêem falam do que crêem e são bem-aventurados, porque não viram, mas creram.
A Bíblia diz que "temos o mesmo espírito de fé, conforme está escrito: Cri, por isso falei; também nós cremos, por isso também falamos" (II Co 4:13). Não fique andando por vista, pelo que vê. Você é uma pessoa de fé, por isso, aprenda a andar nesta dimensão.

Fidelidade ao que Deus nos mostra
Precisamos abrir os olhos espirituais para vermos que Deus nos chamou para andarmos ligados mais nas coisas espirituais do que nas carnais. O homem carnal discerne de forma carnal, mas o homem espiritual discerne as coisas espirituais.
É possível alguém estar no Reino de Deus, mas não discernir o que é espiritual. Uma pessoa assim trabalha só com a mente e com o coração totalmente "fora do prumo", sem ligação com o Espírito de Deus (I Co 2:14-15).
A mente dessa pessoa é uma desordem, porque fica no convencimento da obra da carne. Somos de um Reino que não faz parte do mundo físico (Jo 17:14), e Deus nos salvou para andarmos mais no mundo espiritual do que no físico.
No entanto, devemos ser verdadeiros na visão daquilo que Deus nos mostra e, para isso, precisamos de três características:
- Honestidade
- Integridade
- Dignidade
Essa é a tríade da fidelidade, que gerará em nós o caráter de homens e mulheres de fé. Se não começarmos a ver as coisas simples, não veremos as grandes.
Também não devemos aumentar as coisas simples que vemos. Quem vê um galho de amendoeira e não aumenta o que viu, recebe a resposta de cumprimento da palavra. Isso significa honestidade no que está vendo, não precisa inventar nada:
E veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Que é que vês, Jeremias? Eu respondi: Vejo uma vara de amendoeira. Então me disse o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir" (Jr 1:11).
Algumas pessoas pensam que Deus só lhes dará visões de multidões, de campos enormes com plantações de trigo se transformando em gente etc. Mas, Jeremias, chamado desde criança por Deus, teve visões simples.
Outra visão que ele teve foi a de uma panela a ferver (Jr 1:13). Aos olhos humanos, era algo simples, mas Deus trouxe uma revelação poderosa na explicação da visão:
Do norte se estenderá o mal sobre todos os habitantes da terra. Pois estou convocando todas as famílias dos reinos do norte, diz o Senhor; e, vindo, porá cada um o seu trono à entrada das portas de Jerusalém, e contra todos os seus muros em redor e contra todas as cidades de Judá. E pronunciarei contra eles os meus juízos, por causa de toda a sua malícia; pois Me deixaram a Mim, e queimaram incenso a deuses estranhos, e adoraram as obras das suas mãos" (Jr 1:14-16).
Além das visões que precisamos aprender a discernir, devemos entender os atos proféticos:
Assim me disse o Senhor: Vai, e compra-te um cinto de linho, e põe-no sobre os teus lombos, mas não o metas na água. E comprei o cinto, conforme a palavra do Senhor, e o pus sobre os meus lombos. Então me veio a palavra do Senhor pela segunda vez, dizendo: Toma o cinto que compraste e que trazes sobre os teus lombos, e levanta-te, vai ao Eufrates, e esconde-o ali na fenda duma rocha. Fui, pois, e escondi-o junto ao Eufrates, como o Senhor me havia ordenado. E passados muitos dias, me disse o Senhor: Levanta-te, vai ao Eufrates, e toma dali o cinto que te ordenei que escondesses ali. Então fui ao Eufrates, e cavei, e tomei o cinto do lugar onde o havia escondido; e eis que o cinto tinha apodrecido, e para nada prestava (Jr 13:1-7).
Se não tivéssemos esse respaldo, nossos atos proféticos não fariam sentido. A passagem do cinto mostrava a situação de Israel enterrada, apodrecida. Mas, Deus deu uma promessa que restituiria aquela Nação. Aquela era a situação do passado de Israel. Tudo quanto Jeremias falou, assim sucedeu. Tudo que aconteceu no reino físico foi antecedido das palavras que Deus mandava através de Jeremias e dos atos proféticos.
É preciso ver como estão as coisas no Reino de Deus, para trazer as respostas para o reino terreno. Jesus já preparou o novo e vivo caminho e nos convida para irmos por este caminho até a sala do Trono, que foi feita para que os filhos de Deus se apresentem diante do Todo-Poderoso e tragam de lá as respostas para o reino físico. E Deus ainda diz: "Procura lembrar-me; entremos juntos em juízo; apresenta as tuas razões, para que te possas justificar!" (Is 43:26).
O Senhor quer fazer o sobrenatural e, para isso, precisamos ser restaurados na nossa fé, que deve ser genuína, límpida, transparente, para galgarmos os territórios com convicção e para que haja a mudança tremenda tão esperada na nossa vida, em vários aspectos, em várias atitudes.
Devemos ser livres de tudo o que nos impede de avançar e, assim, caminhar numa rota com toda segurança, sem deixar que roubem nosso lugar. Deus arrancará do nosso coração muitas síndromes de medo, de concorrência, de angústia, de perplexidade, até o medo do companheiro de célula ultrapassar você etc.
Aprenda a colocar diante de Deus as promessas que Ele lhe fez, porque elas vão-se cumprir. Deus entrará conosco nas nossas causas e dEle procederá a vitória, que nos dará o prêmio de ver que o tempo passou e fomos aprovados pelo nosso Galardoador.
O líder de êxito tem visão e audição apuradas
"E veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Que é que vês, Jeremias? Eu respondi: Vejo uma vara de amendoeira. Então me disse o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir." (Jr. 1:11-12)
A Igreja Celular no Governo dos Doze é uma igreja que faz do membro um discípulo e, do discípulo um ministro. Nesse processo, todos têm plenas oportunidades de se tornarem líderes. Até mesmo aqueles que ainda não despontaram em sua liderança têm convicção que são líderes. Mas um líder não nasce do acaso, um dos princípios básicos da liderança é desde muito cedo ouvir o que Deus está falando: o líder de êxito tem visão e também audição apuradas. Visão para vislumbrar a terra a ser conquistada e audição para ouvir a voz do Espírito e gerar fé que nos levará a conquistar o que estamos vendo.
Observemos o exemplo de Moisés e Josué. O primeiro ouviu sobre a terra prometida, teve fé e conduziu o povo para essa terra, mas ninguém pode conquistar a terra que não viu. Já Josué teve uma atitude diferente e, após a morte de Moisés, recebeu a ordem de Deus para tomar posse da terra prometida.
Isso nos leva a entender que Deus, em primeiro lugar, abre a nossa visão espiritual e em seguida abre o nosso ouvido para que haja uma perfeita comunicação entre o ver e o ouvir, porque o líder vê e ouve no reino do Espírito. Lembram o que o Senhor falou a Jeremias: O que tu vês? A resposta veio depois que o profeta viu. E Deus lhe disse: "o que tu vês é a Israel que Eu restaurarei". (Jeremias 1:8-13).
Em nossos dias, é comum observar que muitos líderes dizem crer na restauração do Brasil, mas não conseguem ver, muito menos ouvir, que Deus está tratando, primeiramente, suas próprias vidas. E esse tratamento será imprescindível para a conquista de território. Ou será que Deus nos colocará numa guerra sem nos dá os detalhes do perigo?

As percepções do ver e do ouvir
Ver e ouvir têm dois sentidos poderosos na guerra espiritual. O "ver" está relacionado à conquista; o "ouvir" está relacionado à fé. O "ver" se relaciona com as percepções que se nos cercam para avançarmos. O "ouvir", além de se gerar a fé, está relacionado à obediência e ao conhecimento. Muitas pessoas buscam e sem sucesso não alcançam seus alvos, suas conquista; tudo porque não conseguem ver nem ouvir, de fato, o reino do Espírito. Com os líderes não é diferente: se não conseguem ver nem ouvir, não conquistam nada e, por não possuírem essa sensibilidade, podem passar parte de suas vidas frustrados. Muitos jogam a culpa nos outros, como forma de defesa, e deixam de assumir a sua limitação, a sua debilidade, a sua fragilidade e até mesmo sua mediocridade.
Outros jogam suas frustrações em seu líder porque não conseguem ver nem ouvir no reino do espírito e culpam seu líder por isso. Ficam pensando: "será que eu vou ser mesmo um homem de sucesso?" E, como não conseguem ser um sucesso, procuram as falhas do líder e acabam encontrando. Nenhum de nós escapa do "dedo" do liderado na cara, e isso por um lado é bom, porque aí sabemos que, quem faz a obra não é o homem, é o Senhor. Porém as nossas falhas não devem ser motivo para impedir que o Senhor haja na nossa vida. Temos que descobrir as áreas da nossa debilidade: se não conseguimos ver nem ouvir como o líder, temos que pedir ajuda do líder para que isso aconteça. Temos que agir como Eliseu e bradar a Deus para que abra os olhos dos nossos discípulos, e estes possam ver os exércitos que militam a nosso favor, que são muito maiores que o exército inimigo e aí, sim, vamos conquistar os territórios e Deus vai nos fazer vencedores em todas as áreas da nossa vida!
Deixe de viver dependendo do ânimo dos outros ou só do pastor, como se só o pastor tivesse voz profética. Todos fazemos parte de uma geração profética que vê e ouve. Quem não consegue ver nem ouvir vira murmurador, entra em incredulidade, em suspeita, entra nas obras da carne e quem perde é a própria pessoa.
O primeiro sintoma de que se está entrando num território a ser conquistado é quando se encontram gigantes. Ninguém encontra uma terra boa vazia. A melhor forma de se conquistar um território é pedir a Deus provisão e recursos para isso. Se o seu líder lhe passa uma visão, absorva e vá com ele para a conquista. Nada que fazemos numa conquista pode ser aleatório, tudo tem um princípio: alegra-te ó Terra, porque o Senhor já fez grandes coisas.
Em Isaías 2:3 e 40:1-9, o Senhor diz que esse projeto de conquista de território, vendo e ouvindo, nos leva à preparação do caminho: "preparai o caminho do Senhor e endireitai as vossas veredas". O caminho e os acessos para o caminho devem estar endireitados, para que o trôpego não tropece, o aleijado não tenha dificuldade, para que não haja pessoas olhando para os obstáculos.
O líder deve abrir e limpar o caminho para os liderados, mas os liderados também têm que estar na dimensão do ver (perceber a terra) e do ouvir (obedecer a voz profética), preparando esse caminho do Senhor para avançar. Deus tem um exército que não é de brincadeira, e esses guerreiros precisam receber de Deus o comando e não sejam comandados por si mesmos e por outros. A maior parte da nossa vida passamos nos "auto-comandando" e por causa disso perdemos facilmente as guerras.
Em Apocalipse, Deus chama de vencedores aqueles que estão com Cristo, que não vivem comandados por homens que não têm nenhum tipo de compromisso com Deus. Toda palavra que sai da nossa boca deve estar comprometida com os céus, e os céus do Senhor devem encher a sua boca para que você fale em linha com a Palavra do Senhor, para que você tenha poder na palavra e saia milagres da sua boca.
Guerrear é uma chamada de Deus que exige obediência em todos os passos que Ele nos chamou para guerrear. Guerreamos utilizando a voz da autoridade, a Palavra, que é a espada que Deus nos deu, na nossa boca é o instrumento pelo qual o Senhor nos levará não só para guerrear com autoridade, mas também com autoridade conquistarmos o território. Quando levantamos a voz, levantamos a autoridade de Deus. Isso significa que a voz que levantamos não é nossa, é a voz do Senhor, que é poderosa e quebra o cetro do inimigo.
Existe alguém que precisa nos ver com essa voz de comando e autoridade, que precisa ver a igreja comandando com poder esta autoridade. Esta pessoa é o diabo. Ele precisa ver que nós já temos uma voz de autoridade consciente. Sabemos o que dizemos. Ninguém conquista território por distração. Territórios são conquistados com autoridade. As batalhas são vencidas ou perdidas por intermédio da nossa vida.
Quando tomamos a voz de autoridade nos comprometemos no reino espiritual, porque nossa voz denuncia quem nós somos no reino espiritual. A forma de Satanás conhecer nossa autoridade é medindo as palavras que falamos. A confissão e as atitudes posteriores anulam as anteriores. Não adianta fazer uma oração bonita e depois ser presa fácil do diabo por causa da confissão e atitudes contrárias. Satanás sabe quem somos por aquilo que falamos. Por isso Jesus disse que a palavra é semente. Cuidado com o que você fala! Na igreja você pode ser o "maior" crente, mas Satanás não se impressiona com crentes de púlpito. Ele se impressiona com os crentes de casa. Estes são os maiores conquistadores de territórios.
Você foi chamado para deter Satanás no comando do mundo. Só há uma pessoa com autoridade suficiente para parar a obra do diabo na sua casa: você mesmo. Você é o melhor pastor que sua família possui. Ou você pode ser o mais tenebroso testemunho para a sua família. Satanás sabe onde reside a voz de autoridade e onde reside a voz de engano. Se Deus fizesse uma radiografia da sua vida agora, o que Ele veria? Não adianta ficar na igreja e cantar, dançar, pular, pregar, se em casa desfaz tudo isso. A sua vida e a sua casa têm que ser a sede do avivamento, do testemunho e da verdade.

27 março, 2012

Um ano depois do terremoto no Japão




O terremoto e tsunami ocorrido na região de Tohok

u no dia 11 de Março de 2011, foi a maior tragédia natural ocorrida no Japão e o quarto maior do mundo. Ainda gerou a grande crise nuclear por conta da usina de Fukushima, que ainda hoje não está resolvida.

A tragédia somou cerca de 20 mil mortos e desaparecidos.

Durante todo este ano que passou, o Japão todo sofreu
muito com as consequências deste desastre.

Economia



As exportações japonesas foram duramente afetadas. Diversos setores da indústria tiveram de interromper suas atividades porque não dispunham de componentes fornecidos por empresas instaladas na região devastada.

O país caiu para o terceiro lugar em potência mundial, sendo ultrapassado pela China


Política


O sistema político japonês tem sido parcialmente incapaz de responder aos desafios gerados após o 11 de março, principalmente ao que se refere a usina nuclear situada em Fukushima, duramente atingida pelo tsunami . A população segue cada vez mais preocupada com as reais condições da usina.
.
O governo continua a patinar na questão fiscal. Foi aprovado o 4º orçamento extra no valor de US$ 32,9 bi, para reconstrução das áreas afetadas e muitas leis tem sido modificadas no intento de cobrir este buraco na economia japonesa.

Lixo


Não há lugar para todo o entulho deixado pelo tsunami, as autoridades japonesas ainda discutem o que fazer com o lixo.

Cerimônias tem sido realizadas para lembrar o acontecimento, que vai completar um ano no próximo domingo.

O Japão revive um momento de luto, levado pelas redes televisivas, que passam e repassam cenas da tragédia em todos os noticiários e programas especiais.

No entanto a igreja do Senhor Jesus tem experimentado um crescimento nunca antes visto em solo nipônico. Em todas as regiões existem relatos do crescimento da igreja.


Muitas pessoas foram embora com medo da radiação e de um
A garra e o espírito esperançoso ainda paira no Japão, todos estamos vendo, vivendo e vivenciando este período de preocupação, instabilidade e turbulência, mas também de alegria em ver que o Japão não morreu com o tsunami e temos todos lutado para que este país se erga novamente.null" style="color: rgb(51, 102, 204); outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; ">futuro

GAMBARE NIPPON! (força, Japão!).

Fonte: http://www.ubeblogs.net/2012/03/11-de-marco-japao-um-ano-depois.html

Vara: Instrumento Divino da Disciplina

Retirado do blog do Bispo Wellington Fignana (http://www.bispowel.blogspot.com.br/), um grande amigo.


Vi uma reportagem que mais uma vez me entristeceu. A forma do Criador educar Sua criatura mais uma vez negligenciada por aqueles que se dizem peritos em educação, mas que na verdade nunca se atentaram ao verdadeiro manual de instrução humano. Em pauta, a questão da disciplina física aos filhos. Abaixo o vídeo da reportagem:

http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL1427011-16022,00-O+EFEITO+DAS+PALMADAS+NA+EDUCACAO+DAS+CRIANCAS.html

Fonte: Globo.com

Algumas questões sobre a reportagem:
"O Jornal Hoje ouviu pais, pscicólogos e as próprias crianças..." E Deus?
"Há pais que não enxergam outra saída." Infelizmente isso é verdade. Há pais que abusam da disciplina física. Geralmente são pais que não temem a Deus e reconhecem a forma como Ele próprio orientou os pais de educarem seus filhos.
"A agressão deixa marcas." O que é agressão? Pelo que entendi, a apresentadora se referiu a qualquer método que causasse dores físicas na criança. É fato que isso deixa marcas... Nos pais que aplicam a disciplina como Deus ensina, as marcas são indeléveis... Marcas que farão as crianças eternamente se lembrarem do amor dos pais e de Deus por elas.
"Crianças que apanham se tornam pais que creem ser este o único jeito de disciplinar." Eu acredito nesta estatística, mas também creio que tais pessoas apanharam sem saberem o propósito da disciplina e o porquê de estarem apanhando. Conheço pessoas que apanharam porque deixavam seus chinelos de "ponta cabeça." Tais pessoas apanharam sem saber e entender o amor de Deus através dos pais, porque os pais foram negligentes em não ensiná-las.
"Acreditam que bater é um gesto de amor." Eu creio que bater é um gesto de amor, desde que bater seja o que a Bíblia nos ensina. Mas claro, a disciplina sem amor existe... Infelizmente.
"Será que a palmada educa?" Se palmada é sinônimo de disciplina, então a responda é seguramente SIM. Ao contrário do que a psicóloga Sandra Coimbra disse, a disciplina orienta as crianças genuinamente, ou pelo menos, até entenderem a complexidade da questão que os pais por ela zelaram. Gostaria muito de conhecer os filhos desta psicóloga quando forem, se já não são, adolescentes.
"O que a criança sente quando ela apanha." Essa pergunta, feita para uma criança, foi respondida: "acho que ela sente raiva." Quero lembrar o leitor da seguinte passagem: Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados (Hb 12.11 NVI).
A repórter começa a usar palavras como espancamento e surras. Isso de fato não é disciplina.
Concordo em 100% com os exemplos práticos da reportagem. Lembre-se, quebrar um brinquedo por maus cuidados e tirar notas baixas na escola não são questões morais em si.
Antes de começar a falar sobre algumas passagens bíblicas, quero deixar claro que eu também não sou a favor de palmadas. Acho que a mão dos pais devem ser intrumentos divinos de carinho e amor. Os pais devem fazer com que seus filhos se lembrem disso. Assim, prefiro um instrumento disciplinador, com a vara, "sugestão" bíblica. Veja agora alguns provérbios sobre a disciplina (vara) e compare com o que viu na reportagem acima.

Provérbios 13.24
NVI: Quem se nega a castigar seu filho não o ama; quem o ama não hesita em discipliná-lo.
RA: O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina.

“Vara” é uma palavra que não soa bem em muitos ouvidos contemporâneos. A disciplina física tem sido cada vez mais abandonada e questionada por ditos peritos em educação e psicologia.

Tudo isso é diametralmente oposto à vontade do Criador Deus que exige que os pais sejam amorosos para com seus filhos e nisso, inclui-se a disciplina que o mantém na boa vereda. Algumas importantes palavras do texto:

Vara: שָׁ֫בֶט - A palavra “vara” realmente está no texto hebraico. Pode ser traduzida também como um ramo, galho, clava , ou seja, um instrumento facilitador da disciplina (era usado para debulhar o cominho ou mesmo para contagem e proteção das ovelhas pelos pastores). Obs.: Este autor crê que a disciplina não deve ser feita com as mãos, mas com um instrumento, como a vara, orientação bíblica.

Aborrece: שָׂנֵא - O texto literalmente diz que reter a vara é uma atitude inimiga contra o filho e provavelmente por isso a decisão da NVI em dizer: “não o ama.”

Cedo: שָׁחַר - “Sinceramente” seria uma possível tradução. No entanto, cedo aqui expressa sem delongas, sem procrastinação.

Com estas informações, é notório os princípios:
O pai/mãe que não disciplina seu filho, se mostra inimigo dele;
O amor é também demonstrado na disciplina (com a vara). Disciplina bem administrada é prova de amor.
Na disciplina não deve haver procrastinação. A correção deve ser feita o quanto antes, em sua possibilidade.
Quem disse que disciplina era trabalho fácil? Alguns pais apresentados na Bíblia deixaram de disciplina seus filhos, entre eles, o mais famoso, o Rei Davi: Ora, Adonias, cuja mãe se chamava Hagite, tomou a dianteira e disse: "Eu serei o rei". Providenciou uma carruagem e cavalos, além de cinquenta homens para correrem à sua frente. Seu pai nunca o havia contrariado; nunca lhe perguntava: "Por que você age assim?" (1Rs 1.5-6 - destaque meu).


Provérbios 19.18
NVI: Discipline seu filho, pois nisso há esperança; não queira a morte dele.
RA: Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo.

Apesar da maior literalidade da Versão RA, concordo dessa vez com a interpretação da NVI com o final do provérbio. Creio que o texto não diz sobre se exceder na disciplina, mas de não haver disciplina.

A lei mosaica dizia que o filho deveria ser apedrejado publicamente caso este fosse desobediente e obstinado (Dt 21.18-22), depois de apresentado pelos pais. A disciplina tem o poder de manter a criança ensinável e obediente.

Castigar ou Disciplinar: יָסַר - Esta palavra pode também ser traduzida por admoestar, corrigir, ensinar e instruir em outros contextos. O substantivo mûsar proveniente deste verbo tem grande relação com a instrução oral em provérbios (exemplos: Pv 1.7,8; 4.1,13; 6.23...).

Princípios:
A disciplina traz esperança de vida;
A falta de disciplina torna o pai cúmplice de sua morte (precoce);
O castigo é um ato de amor do pai para com seu filho;
“Enquanto há esperança” sugere um tempo. Passado este tempo pode ser muito tarde.

Provérbios 19.19
NVI: O homem de gênio difícil precisa do castigo; se você o poupar, terá que poupá-lo de novo.
RA: Homem de grande ira tem de sofrer o dano; porque, se tu o livrares, virás ainda a fazê-lo de novo.

Este versículo logo após o já apresentado, ratifica também meu argumento do filho rebelde que possivelmente não foi disciplinado. Também ratifica a questão do tempo de disciplina, mas ao contrário de uma possível idade para determinadas ações disciplinares, mostra como a vara é necessária sem procrastinação. A atitude pecaminosa deve ser tratada sem demora.

O texto também nos indica a existência de pessoas com diferentes personalidades, havendo inclusive alguns que são mais difíceis ou irados como indica o hebraico (חמה). Estes especialmente precisam sofrer o dano de sua maldade e atitudes que refletem um caráter que não é aprovado por Deus. Suas ações são altamente passíveis de serem repetidas se não admoestados/disciplinados.

Princípios:
Apesar da dificuldade, ninguém deve ser poupado da imediata disciplina, especialmente filhos iracundos ou de temperamento desagradável;
O pai mais uma vez se torna cúmplice de uma futura ação vergonhosa repetida do filho que não foi disciplinado;
O amor expresso na disciplina evita que o filho passe futura desonra ou vergonha nas atitudes pecaminosas do próprio filho não disciplinado.
A escolha por não castigar o filho será indubitavelmente repetida, visto que o filho não deixará de repetir sua perniciosa ação.

Provérbios 22.15
NVI: A insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela.
RA: A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela.

A insensatez ou estultícia (אּוֶּ֫לֶת) é uma marca do coração da criança, que despreza a sabedoria e é impaciente com a disciplina. Mas o que é criança no conceito bíblico veterotestamentário? נַ֫עַר (na’ar) é a palavra que traduz criança no texto, mas que se associa também com outras faixas etárias que o nosso conceito português de criança não tem. Tal palavra também induca um moço ou jovem. Seu conceito também está ligado, além de tempo cronológico, maturidade. -- Uma tradução moderna poderia ser a palavra “moleque” que tem grande sentido pejorativo. Uma criança ou jovem moleque apresenta muita insensatez.

A vara (castigo), neste texto então é mostrada como um instrumento dos tementes pais para enveredar suas crianças no caminho divino, bem como um lembrete ou ensino para a própria criança do certo e errado, levando-as ao temor dEle (Deus) por causa deles (pais).

Princípios:
A insensatez faz parte da natureza da criança e do jovem;
O castigo possibilita a criança afastar-se da “molecagem”.
A vara remedeia e previne a criança contra sua estultícia (insolência ) natural.

Provérbios 29.15
NVI: A vara da correção dá sabedoria, mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe.
RA: A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe.

A primeira oração desta frase significa exatamente a direção que a vara coloca a criança na passagem anterior (Pv 22.15). Afastar a criança da estultícia é direcioná-la ao caminho da sabedoria (חָכְמָה). O conceito de sabedoria merece muitas páginas escritas, mas resumidamente representa a habilidade ou destreza de se viver bem.

Entregue a si mesma: מְ֝שֻׁלָּ֗ח- “Soltar” a criança para que ela aprenda com suas próprias experiências sem o conselho dos pais é vergonha para eles.

Princípios:
A presença paterna e materna é necessária ao bom potencial psicológico, social e cognitivo da criança (sabedoria);
Não disciplinar é também não dar ou instruir a sabedoria à criança.
A criança (na’ar) alienada aos bons conselhos dos pais traz vergonha para eles.
“Soltar” a criança, deixá-la livre para fazer o que bem entende é ajudá-la a se manter na insensatez.

Provérbios 29.17
NVI: Discipline seu filho, e este lhe dará paz; trará grande prazer à sua alma.
RA: Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias à tua alma.

Corrigir ou disciplinar neste texto é a mesma palavra da passagem de Pv 19.18, יָסַר . Existe benefícios aos pais que praticam a disciplina em seus filhos quando estes merecem. No texto em pauta, existem dois elementos explícitos:

Descanso: נ֫וּחַ- Esta palavra diz respeito à ausência de uma atividade física e existência de segurança, de um descanso psicológico, de acordo com o paralelismo com “delícias à tua alma”. O descanso é proveniente da atitude de um filho disciplinado.

Delícias (à tua alma): מַעֲדַנִּים- Esta palavra foi empregada para comidas finas (Lm 4.5) e manjares reais (Gn 49.20). Em outras palavras, prazer ao centro espiritual (alma) do disciplinador paterno.

Princípios:
A correção traz benefícios aos pais;
A disciplina sossega o insensato coração juvenil;
Será prazeroso ver futuras atitudes do filho disciplinado.

Proposição
Através da vara (castigo) bem administrada, um conjunto de bênçãos de mão dupla é concedido pelo Instrutor: aos filhos, esperança de vida e um caminho que os afasta da insensatez; aos pais, tranquilidade e prazer na zelosa disciplina dos filhos que reconhecerão o amor e cuidado deles.